ARQUEOSOFIA = arqueologia + Filosofia
– Redescobrindo a História –

Porque Arqueosofia? Entre a Assiriologia e os estudos Helênicos há uma divisão que dificulta a observação do fenômeno histórico. Nos aparece, ainda, uma Grécia milagrosa e um oriente ultrapassado. Essa aparência é irreal e distorce o discurso histórico. Podemos então, com a Arqueosofia, vislumbrar um milagre, não o grego, mas o mesopotâmico.
Milagre Mesopotâmico: momento onde os contatos entre o oriente e o ocidente resultaram num acréscimo de continuidades técnicas e artísticas que deixaram vestígios arqueológicos. Esses contatos aparecem através do estudo da iconografia dos vasos gregos, nas pinturas, nos desenhos. Este estudo encontra contatos nos relevos assírios.
Por que Assíria? No século VII a.C. a Assíria é o centro do poder do mundo antigo. Portanto, toda a periferia, e a Grécia é parte dessa periferia, apresenta relações de alguma forma com esse poder centrar. Não nos parece interessante a hipótese de ignorância desses primeiros gregos, ou dos grupos que depois formarão a Grécia, onde o mais importante para nossa pesquisa são os Jônios. Eles não só estavam muito atentos em relação ao poder mesopotâmico dos assírios como são até mesmo citados nos tabletes cuneiformes assírios. Estes primeiros gregos são não letrados, e entram na história escrita nos tabletes cuneiformes assírios.



Textos
Algumas tabelas, textos e livros importantes, já publicados e novos textos introdutórios.
2012
Mestrado: Anfora de Apolo
Estudo sobre a cerâmica Pariana e os contatos com a Assíria. https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/71/71131/tde-05062012-133937/pt-br.php
Pré-Socráticos & Mesopotâmia. Introdução básica.
Os filósofos pré-socráticos, que viveram na Grécia Antiga antes de Sócrates, foram pioneiros na busca por explicações racionais para os fenômenos naturais. A Mesopotâmia, conhecida como a “terra entre rios”, foi o berço de várias civilizações antigas que contribuíram significativamente para o desenvolvimento do conhecimento humano. Este trabalho explora as relações entre os pré-socráticos e a Mesopotâmia, com base em fatos históricos e descobertas arqueológicas.
Contato com Civilizações Mesopotâmicas: Os gregos antigos, incluindo os pré-socráticos, tiveram contato com as civilizações mesopotâmicas através do comércio e da navegação. Este contato facilitou a troca de ideias e conhecimentos, especialmente nas áreas de astronomia, matemática e escrita.
Astronomia e Matemática: A Mesopotâmia foi uma das primeiras regiões a desenvolver a astronomia e a matemática. Os babilônios, por exemplo, criaram um sistema numérico sexagesimal e tabelas astronômicas detalhadas. Filósofos pré-socráticos como Tales de Mileto e Anaximandro foram influenciados por esses conhecimentos ao desenvolverem suas próprias teorias cosmológicas.
Escrita e Registro de Conhecimentos: A escrita cuneiforme, desenvolvida pelos sumérios na Mesopotâmia, permitiu o registro de conhecimentos científicos e filosóficos2. Este método de registro influenciou os gregos a adotarem a escrita para documentar suas próprias descobertas e teorias.
Descobertas Arqueológicas
Tabuletas de Argila: Escavações arqueológicas na Mesopotâmia revelaram tabuletas de argila com registros astronômicos e matemáticos que datam de milhares de anos antes de Cristo. Estas tabuletas mostram a sofisticação do conhecimento mesopotâmico e sua possível influência sobre os pré-socráticos.
Templos e Observatórios: Ruínas de templos e observatórios na Mesopotâmia indicam que os antigos mesopotâmicos tinham um profundo interesse pelo estudo dos astros. Este interesse pode ter sido transmitido aos gregos através de contatos culturais e comerciais.
Teorias de Walter Burkert
Walter Burkert, um renomado historiador da religião e filólogo clássico, argumenta que os pré-socráticos foram influenciados pelas tradições religiosas e mitológicas da Mesopotâmia. Burkert sugere que muitos dos conceitos filosóficos dos pré-socráticos, como a ideia de um cosmos ordenado, podem ter raízes nas cosmologias mesopotâmicas. Ele também destaca a importância dos rituais e mitos mesopotâmicos na formação das primeiras ideias filosóficas gregas. Teorias de Martin West
Martin West, um destacado classicista e estudioso da literatura grega, também explorou as conexões entre a Grécia Antiga e a Mesopotâmia. West argumenta que os gregos antigos, incluindo os pré-socráticos, foram fortemente influenciados pelas tradições literárias e científicas da Mesopotâmia. Ele aponta para a transmissão de conhecimentos astronômicos e matemáticos através de textos e contatos culturais, que ajudaram a moldar o pensamento filosófico dos pré-socráticos.Conclusão
As relações entre os pré-socráticos e a Mesopotâmia são evidentes através de influências culturais e intelectuais, bem como descobertas arqueológicas. O contato entre essas duas regiões facilitou a troca de conhecimentos que contribuíram para o desenvolvimento da filosofia e da ciência na Grécia Antiga. Através da análise de fatos históricos e evidências arqueológicas, podemos compreender melhor como essas civilizações antigas interagiram e influenciaram umas às outras.
Water Burkert
Revolução Orientalizante
Walter Burkert – A Revolução Orientalizante
Curiosidade do Livro IV de Herodoto da editora Gredos, pag. 328, nota 207: “El nombre de Europa (que aparece por vez primera en el Himno homérico a Apolo 250-251, donde se emplea
refiriéndolo al continente griego por oposición al Peloponeso
y a las islas) puede proceder del asirio irib, «poniente», o del
arameo ereb, «tarde».
Other scholars have argued that the origin for the name Europe is to be found in the Semitic Akkadian language that was spoken in ancient Mesopotamia. They point to the Akkadian word erebu, meaning “sunset,” and reason that, from the Mesopotamian perspective, the western-setting sun descended on Europe. As a corollary, they cite the Akkadian word for sunrise, asu, from which they believe the name Asia is derived. From a Mesopotamian ground zero, the eastern-rising sun would have ascended from Asia. https://www.britannica.com/story/where-does-the-name-europe-come-from

em uma pesquisa que se prolonga pra além da academia, qualquer contribuição é muito valiosa.









